Não frequento nenhuma religião, e talvez por isso, consiga enxergar
belezas e vícios em muitas delas. Confesso que acho assustador a busca
por uma verdade absoluta, una, e por
consequência, excludente de qualquer outra percepção de mundo,
divindade e valores. Enfim, dito isto, resgato um conceito cristão em
desuso, ágape, amor que transcende o umbigo, incondicional e sem
cálculos. Faço isso não para tomar partido, só por amor ao conceito em
si, que se fosse aplicado com tanta veemência quanto se vê no discurso,
teríamos uma sociedade mais tolerante.
Vivendo e aprendendo, demora mas a gente entende . . . . . . o valor dos encontros que a vida oferece, justamente pelos desencontros corriqueiros e tão naturalizados por todos e nutridos pela mesquinhez da soberba. . . . o valor da empatia, quando a regra é ser autossuficiente em todos os campos da vida, sejam eles financeiros, afetivos, emocionais . . . o valor da perseverança em meio a um mar de descartabilidade, onde conceitos mercantilistas invadem a forma em que pessoas se tratam. . . . o valor da ética em um mundo em que não há medidas para se alcançar objetivos, em grande parte, abjetos. . . . o valor da distinção entre o que é valor e o que é preço, em um mundo em que o poder dissipa tudo o que já foi citado acima
Comentários
Postar um comentário